Homeopatia como um poderoso aliado à Pediatria: o que você precisa saber sobre isso

A Homeopatia foi introduzida no Brasil em 1840 por Benoit-Jules Mure, um discípulo francês de Samuel Hahnemann (o pai da Homeopatia). A oficialização do ensino da Homeopatia só aconteceu em 1918 e, apenas em 1980, ela foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina.

Foi preciso tempo e esforço para que a Homeopatia ganhasse espaço e maior apoio da classe médica. Muitos médicos ainda afirmam que a Homeopatia não funciona, que é efeito placebo. Muitos médicos desconhecem o atuar homeopático, e, ao não encontrarem no medicamento homeopático o mesmo mecanismo de ação dos medicamentos alopáticos, os denominam de modo depreciativo como sendo “aguinhas”.

É difícil comprovar, pelo método científico usado nas pesquisas relacionadas à medicina convencional, a efetividade da Homeopatia. Isso porque o trabalho do médico homeopata não se dirige à doença ou a sintomas que o paciente apresenta, mas sim ao paciente em sua totalidade. A Homeopatia procura harmonizar o doente com suas doenças e se baseia na individualidade de cada um. Por isso, duas crianças com os mesmos sintomas podem receber tratamentos totalmente diferentes, o que dificulta demonstrar que um medicamento funciona da mesma maneira em uma grande quantidade de pessoas - um dos principais critérios das pesquisas científicas. É o método científico que não é adequado para esta finalidade.


Recentemente, o professor e médico francês Luc Montaigner, co-descobridor do HIV e Prêmio Nobel de Medicina 2008, divulgou os resultados de uma pesquisa sobre as marcas deixadas pelo DNA de bactérias e vírus nas moléculas de água, mesmo após sucessivas diluições. Estes resultados trouxeram à tona a teoria da memória da água, formulada na década de 80 pelo pesquisador e imunologista francês Jacques Benveniste, que, naquela época, causou muita controvérsia e discussão no meio científico. Segundo esta teoria, a água seria capaz de reproduzir os efeitos de uma substância que tivesse contato prévio com ela, mesmo quando esta substância não estivesse mais presente. Luc Montaigner apresentou uma explicação para o fenômeno, que chamou de "ressonância": sinais eletromagnéticos continuariam sendo emitidos pelas modificações da estrutura da água.


A polêmica permanece, mas uma coisa é certa: se os medicamentos homeopáticos fossem placebos, eles não fariam efeito em pacientes recém-nascidos ou na área da medicina veterinária, por exemplo. Se as pesquisas científicas não são capazes de comprovar a sua eficácia, os resultados positivos ajudam a Homeopatia a vencer barreiras.

 

Como o compromisso de todo médico é colocar à disposição do paciente o que ele conhece de melhor para tratá-lo, os recém-nascidos e lactentes, a infância e a adolescência podem ser amplamente beneficiados quando se associa a Homeopatia à Pediatria.

 

 

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